Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

SERRA x DILMA


SERRA x DILMA

Nivaldo Cordeiro

11 de abril de 2010
http://www.nivaldocordeiro.net/serraxdilma


Os primeiros movimentos da campanha eleitoral têm me surpreendido. O candidato Serra tem se mostrado muito habilidoso com as palavras e na costura política. Sua tarefa principal tem sido colocar a seu lado o governador Aécio Neves e parece ter sido bem sucedido no intento até agora.

O ponto mais positivo de José Serra tem sido o fato de destinar seu discurso à sociedade em geral. Tem trabalhado de forma competente os formadores de opinião. Tem dado brilho de estadista ao que diz. Tão notável tem sido o discurso que até mesmo os jornais alinhados com o PT, como o Estadão, estão dando-lhe ressonância positiva. Resta saber se esse apoio se manterá ao longo da campanha.

Dilma adotou um discurso oposto, juntamente com seu padrinho Lula. Tem feito um discurso dirigido aos cabos eleitorais, ao partido e aos burocratas do governo a ele ligados. Discurso redundante e inútil para comover o público em geral. Na verdade, esse tem sido o roteiro de todas as campanhas do PT, com exceção daquela de 2002, quando surpreendeu o Brasil com a famosa Carta ao Povo Brasileiro. Este documento, na prática, aboliu todas as promessas do partido e destinou-se ao público formador de opinião e às elites em geral.

Parece não haver espaço para movimento semelhante agora, até porque os dois últimos anos do governo Lula têm revelado a verdadeira face do PT, o seu radicalismo revolucionário. As conferências nacionais, como a recém feita sobre Educação e a famigerada dos Direito Humanos, colocaram o eleitorado em alerta contra o potencial de radicalização.

A popularidade de Lula não lhe dá carta branca para fazer o que bem entender no poder. É perceptível o abuso que tem sido cometido nas finanças públicas, especialmente com as decisões sobre o salário mínimo e os reajustes da Previdência Social e dos salários do funcionalismo. Os primeiros sintomas do descontrole inflacionário já aparecerem e Lula está diante do difícil dilema de tomar decisões para proteger a moeda, fato hostilizado pelo PT (aumento dos juros e contenção dos gastos), ou deixar correr frouxo e contentar segmentos beneficiados pela irresponsabilidade fiscal.

A próxima reunião do COPOM será o 
Rubicão do PT: o que for decidido sinalizará que a campanha vai manter seu discurso para dentro da legenda ou para a opinião pública em geral, voltada para os interesses gerais da nação.

José Serra tem
 portanto duas grandes vantagens até agora em relação à Dilma: um forte candidato ao governo do estado de São Paulo, que de antemão lhe garante grande vantagem no maior colégio eleitoral, e um discurso afinado com os formadores de opinião. Se conseguir a lealdade de Aécio Neves poderá marchar vitorioso no pleito.

A força da Dilma é a sua fraqueza. Está presa no discurso estreito do radicalismo esquerdista. Seus estrategistas de campanha estão em uma sinuca, porque devem saber que essa estreiteza tira as chances da eleição, mas como convencer a cúpula a perder um pouco da arrogância?

Em resumo, o ritmo da campanha até agora aponta que a largada foi amplamente favorável ao candidato do PSDB e que a fragilidade do PT em São Paulo e provavelmente em Minas fará a diferença no pleito majoritário. O PT poderá ser vítima de sua própria arrogância.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".